terça-feira, 24 de março de 2009

Convênio entre prefeitura e APAE é firmado em Turvo

Por Monise Topanotti

Segundo o site da Prefeitura Municipal de Turvo, o executivo municipal repassará recursos em 10 parcelas mensais, durante o ano de 2009, que deverão ser aplicados na manutenção dos serviços prestados pela APAE de Turvo.

O prefeito Ronaldo Carlessi informou que serão cedidas também duas merendeiras que trabalharão 30 horas semanais na instituição. O convênio poderá ser prorrogado.

Apae de Turvo, um trabalho a favor da vida

A qualidade de vida e a inclusão dos alunos especiais na sociedade, visando à reabilitação e o ensino na busca de novos conhecimentos pedagógicos e tecnológicos. Este é o principal objetivo da APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) de Turvo.

Há 23 anos atuando no município, a APAE conta hoje com 60 alunos, nove professores efetivos, dois motoristas, duas merendeiras e uma equipe técnica formada por um fonoaudiólogo, um fisioterapeuta, uma assistente social, uma psicóloga e uma orientadora educacional.

Segundo a diretora, Maria das Dores Marcon Menegaro, problemas financeiros existem, mas a instituição conta com uma diretoria bastante atuante, sempre participando de eventos e festas do município.

A APAE realiza anualmente o Bingo Nossa Arte, que surgiu com o intuito de proporcionar um maior bem-estar aos seus alunos, por verem a valorização e o reconhecimento de suas peças. O objetivo do bingo é permitir a concretização do processo numa visão ampla, integrando escola e comunidade através da arte.

As peças são confeccionadas na oficina da própria instituição, onde os professores e alunos interagem para a criação do material. “O diferencial do nosso bingo é que as peças são feitas pelos alunos, além do valor material existe o valor emocional”, ressaltou a diretora. A instituição também recebe pequenas doações da comunidade, como livros, revistas, roupas e alimentos.

Além das oficinas, onde confeccionam tapetes artesanais, bordados, objetos com couro e lycra e usam filtros de café recicláveis para a decoração de vasos, os alunos participam de competições esportivas. Dentre elas estão os Parajogos, que são realizados em Turvo e contam com a participação das APAEs de Turvo, Meleiro e Timbé do Sul e a Oliava (Olimpíadas do Vale do Araranguá) que tem a participação de alunos das 12 APAEs da região.

A APAE também participa de um programa de atendimento especializado, o Saede (Serviço de Atendimento Educacional Especializado), em que a criança com deficiência frequenta a escola regular e recebe apoio em dois períodos semanais na APAE, onde conta com orientação.

O Saede visa proporcionar um atendimento educacional especial ao aluno com diagnósticos de deficiência que estejam matriculados em escolas regulares, possibilitando assim avanços significativos no seu processo de ensino e aprendizagem. “A educação é para todos, temos os mesmos direitos, e crianças com deficiência têm sim o direito de freqüentar a escola regular, mas precisam ser entendidas”, finalizou a diretora.

Museu de Turvo educa e encanta

Por Monise Topanotti

O museu Lourenço Manenti, de Turvo, preserva a cultura, a história e a tradição do município e de seus moradores. Localizado na Rua Rui Barbosa, ele é ponto de visita diária, principalmente, para grupos escolares.

Dotado de três pavimentos e uma área coberta, onde ficam as peças maiores, no museu estão retratos e antigos pertences dos primeiros colonizadores de Turvo e peças utilizadas pelos indígenas que viviam na região.

Segundo a professora de história, Susara Bauer, que auxilia na apresentação e descrição das peças e documentos, a catalogação dos objetos está sendo refeita. “Estamos aos poucos nos interando de nosso acervo, para termos um controle maior dos objetos que aqui estão, e em poucas semanas vamos ter mais o que mostrar”, conta ela.

Ainda de acordo com a professora, a administração municipal vem mostrando interesse pela manutenção da estrutura. “Vamos reformar e ampliar o prédio, e temos planos de instalar no primeiro piso, onde hoje é nossa biblioteca, um ambiente que lembre o comércio praticado no começo do século passado”, salienta.

A estudante da rede pública estadual, Marina Topanotti, 14 anos, visita constantemente o museu e a biblioteca e sabe a importância que o museu tem para os estudantes. “É uma forma muito interessante de se conhecer um pouco do passado do nosso município e da história de quem morava aqui”, destaca.

O Museu abre suas portas de segunda à sexta-feira, das 7h30min até às 17h, para visitas, estudo e pesquisas. A entrada é gratuita.